Era uma vez um coelho chamado Juan. Ele vivia com sua família em sua toca. Eram 20, mas por que alguns morriam caçados todos os dias. Seus irmãos se multiplicavam rapidamente. A cada mês nasciam mais.
Jovens, não tinham anciões para ensinar. Viviam de seus sentidos aguçados e sua velocidade de corrida. Ao ver algo estranho, entravam na toca e se escondiam. Eram bem inteligentes.
Certo dia, Juan sendo o mais curioso, ouviu um barulho. Tinha cuidado ao sair da toca a beira do rio, para não sair com velocidade e cair na água. Ao olhar para a beira do rio, havia um sapo, era grande, velho e feio. Juan se assustou com seu semblante.
O sapão olhou para Juan, que o farejava a meia distancia.
- O tempo de chuva está chegando rapaz, hic!- exclamou o idoso anfíbio - Este rio vai encher em breve e é bom achar outra toca!
O coelho olhou para o sapo e disse: " Eu moro aqui desde que nasci e isso nunca aconteceu!"
- Você é novo, coelhinho. - Disse o ancião - Acho que nunca presenciou uma cheia antes. É melhor avisar a seus parentes e saírem daí enquanto é tempo.
- A gente já veio aqui por que não tem lugar. A floresta já é muito bem habitada por vários outros animais, e aqui não tinha ninguém quando a gente chegou. - Disse Juan - Você deve estar querendo esta toca para você e sua cria não é ?
- Nós os sapos deste rio não nos encondemos em buracos, mas já vimos muitas tocas alagarem. Já vou indo, meu jovem.
Juan voltou a toca, contou a sua família, que desacreditada, riu do aviso do sapo.
Naquela noite, a chuva chegou.
Juan, próximo a entrada da toca, via a chuva chegar e o rio se encher.
Entrou avisando que o sapo estava certo e que o rio encheria a toca deles.
Sua família não acreditou. Quando Juan buscou voltar a entrada da toca, a água o atingira como uma onda dentro daquele túnel. Era forte demais e aquela água rapidamente enchia o local.
Por sorte Juan estava em uma parte mais próxima da superfície e conseguiu cavar para fora. Vendo sua toca cheia de água, através do abafar do solo abaixo de seus pés, Juan ouvia os gritos de socorro de seus familiares.
E a água da chuva se misturava a suas lágrimas.
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| Imagem tirada do Pixabay.com |

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